QUINTA-FEIRA, 20 DE SETEMBRO DE 2018
Publicada dia: 30/08/2018

CONHEÇA A HISTÓRIA DOS GÊMEOS SIAMESES COM A VIDA MAIS LONGA DA HISTÓRIA

Fonte: megacurioso.com.br

Em 2014, Ronnie e Donnie Galyon deixaram para trás Chang e Eng Bunker e conquistaram a posição de irmãos siameses com a vida mais longa da História. Na época, eles completavam 62 anos, 8 meses e 8 dias. Hoje, continuam bem e saudáveis mesmo aos 66.

Alcançar essa marca vem sendo o sonho dos irmãos Galyon há várias décadas, e eles conseguiram chegar até ela por meio de uma rotina de cuidados e atenção redobrada com a saúde e a alimentação, bem como tentando evitar ao máximo contrair qualquer doença.

 

Afinal de contas, não é fácil carregar sobre os ombros a responsabilidade não apenas da sua saúde e longevidade, mas também a do seu irmão.

Donnie e Ronnie são ligados pelo tronco, de frente um para o outro, mas cada possui seus próprios ombros e peitoral, bem como pares de braços e pernas. A estrutura corporal dos gêmeos assustou a comunidade médica quando eles nasceram, na cidade de Beavercreek, em Ohio, nos Estados Unidos.

Quando foram ao hospital para o parto, em 28 de outubro de 1951, Eileen e Wesley Galyon não esperavam que seus filhos seriam tão diferentes das outras crianças, mas foram surpreendidos por um parto dificílimo, com um dos irmãos sendo retirado do útero pela cabeça e outro, pelos pés.

Com corações e estômagos individuais, Ronnie e Donnie conseguiram se manter saudáveis ao longo da vida e longe dos grandes problemas que podem advir da situação de estar conectado a outra pessoa por toda a eternidade.

fragilidade da condição dos irmãos Galyon fez com que, ao nascerem, os médicos os mantivessem internados por 2 anos, enquanto tentavam encontrar uma forma de separá-los. Como os profissionais nunca conseguiram apontar uma solução segura, os pais não autorizaram nenhuma cirurgia, e os irmãos seguem conectados até hoje.

Preconceito e aceitação

Os irmãos Galyon foram adolescentes em plenos anos 60, década que marcou o auge dos circos como o de T. S. Barnum, que reuniam pessoas únicas com características físicas incomuns e as tornavam atrações bizarras para o grande público.

Se, por um lado, é totalmente desumano tratar alguém como atração de circo, sob a perspectiva que temos hoje, por outro, essa alternativa rendeu aos gêmeos siameses não apenas renda suficiente para que eles pudessem sustentar a família inteira – e não era uma família pequena, já que eles tiveram sete irmãos –, mas também certo prestígio, admiração, respeito e o senso de pertencimento a uma comunidade.

Esse mesmo sentimento eles não obtêm em lugar algum, especialmente na escola. Ronnie e Donnie nunca puderam frequentar instituições regulares de ensino, não apenas pela chacota dos outros estudantes, mas também pelo preconceito dos próprios diretores e professores, que não permitiam sua matrícula, alegando que os dois distrairiam demais os colegas.

O circo proporcionou aos irmãos siameses a chance de fazerem amigos, conhecerem o país inteiro e, ainda, extrapolar as fronteiras. Na juventude e em boa parte de sua vida adulta, eles visitaram países da América Latina, onde Ronnie e Donnie fizeram um extremo sucesso, tanto que por muitos anos eles viveram da renda obtida na época.

Hoje, os irmãos Galyon não atuam mais no universo circense e vivem com um dos irmãos mais novos na sua cidade natal norte-americana.

***