QUINTA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO DE 2019
Publicada dia: 09/07/2019

A história por trás de um dos mais incomuns monumentos de Budapeste

Fonte: megacurioso.com

Quem visita Budapeste, na Hungria, acaba tendo uma overdose de beleza e história: considerada uma das capitais mais belas do mundo, a cidade tem vários memoriais e estátuas, mas poucos possuem um significado tão triste quanto o monumento Sapatos às Margens do Danúbio.

O Rio Danúbio é uma das maiores joias da Europa e divide a capital húngara em duas partes: Buda e Peste. Aqueles que caminham por sua margem, a 300 metros do Parlamento, podem acabar topando com 60 pares de sapatos, fundidos em ferro e enferrujados, que claramente possuem um estilo que já saiu de moda. Também é possível ver que eles não seguem um padrão; alguns são femininos, outros masculinos e até infantis.

Eles foram instalados ali em 2005, depois que o premiado cineasta Can Togay os idealizou. Quem os projetou foi o escultor Gyula Pauer, como forma de relembrar atrocidades do Holocausto. Durante o inverno de 1944 e 1945, o Partido da Cruz Flechada-Movimento Húngaro, de caráter fascista, antissemita e nacional-socialista, com bastante semelhança ao Partido Nazista da Alemanha, enfileirava judeus às margens no Rio Danúbio e os fuzilava.

sapatos

 

Os corpos das vítimas caíam no que hoje é um dos pontos mais belos de Budapeste, para que as águas do Danúbio se encarregassem de dar um fim a suas existências. E como a Segunda Guerra Mundial fechou muitas fábricas, os sapatos eram artigos de luxo; por isso, antes do fuzilamento os judeus tinham que os retirar para que os milicianos do Partido da Cruz Flechada pudessem vendê-los.

Hoje em dia, 13 anos após a inauguração, o monumento virou um memorial para relembrar as brutalidades daquela época. É bastante comum encontrar flores e velas dentro dos sapatos, que possuem os mais variados tipos e estilos para relembrar que não importava sua profissão ou seu status: ser judeu, na época, era motivo para eliminação cruel e sumária.

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