SEGUNDA FEIRA, 09 DE DEZEMBRO DE 2019
Publicada dia: 18/09/2019

Conheça 3 das maiores fraudes arqueológicas da História

Fonte: Megacurioso

Se você curte arqueologia e paleontologia, deve ter se interessado por diversas matérias que publicamos aqui no Mega Curioso sobre esses temas, não é mesmo? Afinal, as descobertas nessas áreas são realmente incríveis, e algumas chegam inclusive a ter impacto na forma como entendemos o mundo e a evolução da sociedade. No entanto, alguns cientistas menos escrupulosos já tentaram forjar artefatos e teorias para entrar para a História.

 

A seguir você poderá conferir três das maiores — e mais bizarras — fraudes arqueológicas do mundo, selecionadas a partir de um interessante artigo publicado pelo pessoal do Oddee.

 

1 – A sereia de Fiji

 

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

 

Até hoje se debate a existência ou não de sereias, e não é raro vermos notícias sobre esta ou aquela equipe de pesquisadores que descobriu alguma carcaça sinistra ou filmou criaturas bizarras no mar. Entretanto, em meados do século 19, o Dr. J. Griffin, um suposto pesquisador inglês de um tal Liceu Britânico de História Natural, apareceu em Nova York com o corpo de uma sereia que teria sido capturada próximo a Fiji e causou um verdadeiro furor.

 

Pouco tempo depois, um homem chamado P.T. Barnum — dono de museu e organizador de espetáculos — convenceu Griffin a expor seu achado na Broadway e, efetivamente, multidões pagaram para ver a sereia. Contudo, logo se descobriu que o pesquisador inglês em realidade se chamava Levi Lyman, e que em vez de cientista, ele era “doutor” em picaretagens. Além disso, o tal liceu britânico nem existia, e Barnum estava envolvido em toda a tramoia.

 

A suposta sereia era, na verdade, o esqueleto de um macaco — torso e crânio — costurado ao corpo de um peixe, tudo coberto com papel machê para dar à “composição” uma aparência cientificamente mais realista.

 

2 – A Tiara de Saitafernes

 

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

 

A espetacular peça acima — toda em ouro e “pertencente” ao antigo rei grego Saitafernes — foi adquirida pelo Louvre no dia 1° de abril de 1896 (atente para a data!) pela fortuna de 200 mil francos de ouro. O artefato de quase 18 centímetros de altura e mais de meio quilo trazia passagens da “Ilíada” e cenas cotidianas do povo citadas em sua superfície e, segundo os especialistas do museu, as gravuras confirmavam eventos ocorridos entre os séculos 2 e 3 a.C.

 

Contudo, tão pronto o Louvre anunciou a aquisição da tiara, um arqueólogo alemão contestou a autenticidade da peça. O pesquisador apontou divergências com relação ao estilo das gravuras e à falta de danos e sinais de envelhecimento, e durante anos o museu defendeu seu tesouro. Isso até as notícias sobre esse debate chegarem à Odessa, que na época pertencia à Rússia...

 

Foi então que Israel Rouchomovski, um habilidoso ourives da cidade, contou que ele havia feito a tiara a pedido de um homem chamado Hochmann. Essa pessoa inclusive mostrou livros de história com os motivos que ele queria gravados na peça, e contou que se tratava de um presente para um amigo arqueólogo. Hoje a tiara se encontra exposta no “Salão das Fraudes” com outras oito Monas Lisas e é um lembrete de um enorme constrangimento sofrido pelo museu.

 

3 – A múmia de Rhodugune

 

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee

 

No ano 2000, a descoberta de uma múmia com mais de 2,6 mil anos depois de um terremoto no Paquistão ganhou destaque internacional. Tratava-se do corpo de uma mulher, que se encontrava no interior de um sarcófago de madeira protegido por um caixão de pedra e usava uma coroa e máscara feitas de ouro. Os órgãos internos haviam sido removidos, e o cadáver havia sido envolto tal como as múmias egípcias.

 

Além disso, a múmia trazia uma placa de ouro no peito com inscrições que diziam que seu nome era Rhodugune, e que ela era filha do grande Rei Xerxes. Todas essas evidências levaram os arqueólogos a especular que a mulher podia ser uma princesa egípcia que teria se casado com um príncipe persa ou, ainda, que fosse filha de Ciro, o Grande, criador de um dos maiores impérios da História. O problema: a múmia estava à venda no mercado negro por US$ 6 milhões.

 

Contudo, ao investigar o corpo, uma nova história veio à tona. Os pesquisadores notaram erros gramaticais nas inscrições e peculiaridades na forma como a princesa havia sido mumificada. Por fim, exames de raios X e tomografias revelaram que o corpo da princesa era, na verdade, muito mais recente. Ele pertencia a uma pobre mulher que provavelmente foi assassinada para que o cadáver fosse usado para a criação dessa farsa — e rendesse muito dinheiro aos embusteiros.